sábado, 30 de março de 2013

Como livros


Foto por Larissa Dare
Sabe aquele momento que você vira uma página?
Então.
Viremos a página.

Eu gosto de pensar nas nossas vidas como livros. O ensino fundamental pode ser alguns capítulos. Um namoro se prolongar por dez capítulos, virando romance besta, casamento, monotonia e morte. Existe gente que só aparece numa frase. Existe gente que aparece do começo ao fim. Existe gente que você tem raiva de que ele exista. Existe gente que você sente a falta quando some por umas páginas. Eu gosto da sensação de finalizar capítulos. De deixar pra trás. De parar de repetir em assuntos incômodos. Já foi.

Vire a página.
Às vezes não vale a pena insistir naquela história. Às vezes vale a pena você superar. Não digo pra você perdoar, porque sou dessas pessoas ruins que não acredita que as pessoas devem ser perdoadas sem, no mínimo, reconhecerem o que fizeram e pedirem desculpas. Não digo nem mesmo para você esquecer essas essas pessoas que lhe fizeram mal. Apenas digo que vale a pena seguir em frente. Guardar nome, sobrenome e endereço de quem fez mal e seguir em frente. Guardar o rosto de quem te fez bem e seguir em frente. Não se deixar prender por coisas que lhe fazem mal. Às vezes vale mais a pena transformar seu carma em força.

Vire a página.
Se a história acabou mal, dê um final decente. Se tu quer perdoar e não tem coragem, perdoa. Se tu quer seguir em frente e tá vacilando, vai em frente. Não tem nada pior que ficar pra trás, que hesitar, que ficar amargurando coisas que te fazem mal. Guarde nome e sobrenome de quem te faz mal, mas não deixa isso te fazer mal. Não se preocupa em perdoar as pessoas só pra ser um ser humano melhor. Não se ache ruim em não querer relevar as merdas que fazem. Não tem obrigação de fazer isso. Se preocupa só em ficar bem. Não vire uma pessoa cretina porque outras pessoas são, não se deixe derrubar por outras pessoas e você fica bem.

Apenas vire a página.
Acredite: não haverá sensação mais libertadora quando você perceber que não existe mais a pedra no sapato. Que não existe mais incômodo. Que não existe mais aquele assunto pendente, pairando no ar como um elefante branco no meio da sala sobre o qual ninguém quer falar a respeito.

É a sensação de ter superado algo.
Apenas tente. Não precisa nem mesmo perdoar, apesar de que é legal (quando as partes envolvidas estão dispostas a se perdoarem de verdade). Não precisa virar Jesus Cristo e dar a outra face. É seguir em frente, olhar pra trás e não se machucar mais com coisas que lhe eram pregos em seus punhos. Apenas isso.

Experimente um dia desses. Prometo que nem dói.

Foto por Larissa Dare

2 comentários:

  1. Oii!
    Uma amiga (Lethy Bandeira, conhece?) me indicou o seu blog. Eu amei conhecer seu espaço!
    Gostei do seu post. Ótimo conselho. Seres humanos complicam demais as coisas, esquecem do virar de página. Escrevem reticências onde já há um ponto final.
    Abraço e sucesso com o blog :D
    P.S.: retire a verificação de palavras p/ facilitar os comentários (painel-configuração-postagens e comentários).
    @moniqueQuimbely
    sete-viidas.blogspot.com

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    Respostas
    1. Claro que conheço Letícia <3
      E obrigada pelo elogio, muito mesmo ♥

      Eu tentei achar as configurações desse negócio e não achei, fiquei mais perdida ainda lol :(

      Eliminar

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